Desafio 31 Dias | As Primeiras Memórias

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Cada vez mais me convenço que tenho memória de elefante e digo isto porque me recordo de coisas de quando tinha 4 anos perfeitamente (não, não estou a brincar). 
O post de hoje faz parte do Desafio 31 Dias e é sobre isso mesmo, as minhas primeiras memórias. 
Como vos disse, lembro-me de coisas de quando tinha apenas 4 anos e isso inclui as duas casas onde vivemos nessa altura e lembro-me delas detalhadamente, as divisões, as mobílias, tudo! Mas essas coisas não têm propriamente muita piada.
As minhas primeiras memórias estão, evidentemente, ligadas a essas duas casas. Até aos meus 5 anos, vivemos sempre no campo, o que foi óptimo para o meu desenvolvimento e crescimento, poder brincar à vontade, crescer rodeada de animais, plantas, etc. Se um dia tiver um filho, gostava de poder fazer o mesmo. A maioria das minhas primeiras recordações são dos meus primeiros animais de estimação, das minhas peripécias e do ambiente que me rodeava.
Como me lembro de muita coisa, seleccionei três acontecimentos para vos contar. 


1. O meu primeiro animal de estimação.
Como vos contei, vivíamos no campo, numa espécie de herdade (?!) com mais 4 casas, sendo uma delas a dos meus avós. Na altura tinha entre 4 a 5 anos e, um belo dia, no meio das minhas brincadeiras, as minhas vizinhas chamaram-me ao fundo da rua. Tinham encontrado uma ninhada de gatinhos abandonados e claro, se um adulto já fica rendido, imaginem uma criança.
Peguei numa gatinha e fui a correr com ela nas mãos até casa. Cheguei e seguiu-se este diálogo:
- Olha mãe, o que eu encontrei... Podemos ficar com ela?
- Onde é que foste buscar o gato Telma Sofia? - Quando ela usa os dois nomes é mau sinal - Vai colocar o gato no sitio onde o encontraste, já!!!
- Oh, mas foi abandonada, não podemos ficar com ela? Vá láa!! 
- Já te disse para pores o gato onde o foste buscar!
Eu muito triste saí e comecei a descer a rua, com a gatinha na mão, já a chorar porque não podia ficar com ela. A minha mãe ficou no cimo da rua e, quando já estava quase a chegar ao local onde tínhamos encontrado a ninhada, a minha mãe grita:
- Telma, trás lá a gatinha!
E lá fui eu, feliz da vida, com a gatinha a quem chamámos Lady. Foi o meu primeiro animal de estimação a sério (juntamente com o Bobby, um cão que o meu pai me deu), era uma gata persa, que ficou connosco até ao último dos seus dias e ficámos com um filhote dela mais tarde. É uma história que ainda me emociona um bocado, principalmente pelo facto de a Lady ter sido um animal abandonado, se eu não a levasse para casa, provavelmente não teria sobrevivido e connosco teve uma vida feliz.


2. Estava só a apanhar flores para ti, mãe.
Esta dá-me vontade de rir até hoje! 
Os meus avós viviam em frente à nossa casa e, até aos meus 5 anos fui neta única, portanto já podem imaginar. Sempre que a minha mãe ralhava comigo e me dava umas palmadas no rabo a minha avó vinha e levava-me para casa dela, para o mimo (risos). Ora isto não resultava muito... A minha mãe ralhava, vinha a minha avó e safava-me. 
Até ao dia em que a minha mãe se passou. Eu fiz uma asneirada qualquer e a minha mãe ralhou comigo, a minha avó vinha para me buscar, mas a minha mãe não me deixou ir e trancou-me no meu quarto, de castigo. A dada altura, arrependeu-se de me ter trancado no quarto e foi me buscar... Quando lá chegou, eu tinha desaparecido, não estava em lado nenhum, até que repara num mini sofá de espuma que eu tinha, encostado à janela do meu quarto... Foi à janela e lá andava eu a brincar na rua. Assim que a vi, tentei logo disfarçar:
- Telma Sofia, o que é que estás a fazer na rua?! Estavas de castigo!
- Oh mãe, então, tou a apanhar flores para ti! - e pus-me a apanhar flores para disfarçar.
Moral da história: fiquei mais tempo de castigo, desta vez com a janela fechada e nunca mais saltei nenhuma janela (risos).


3.  Saltou-lhe a cabeça, literalmente.
Preparem-se, esta é boa.
Já vos contei que tenho os meus brinquedos todos guardados, porque lhes tenho uma grande estima e não quero dá-los a alguém que não cuide deles tão bem como eu e isso, quando era pequena, era por vezes confundido com egoísmo. Agora vão perceber como realmente era protectora dos meus brinquedos.
A primeira Barbie verdadeira que tive foi a Barbie noiva, com um vestido lindo, que a minha avó me ofereceu. Uns tempos depois, a minha avó ofereceu-me o Ken noivo, mas o Ken não era original, era um daqueles mais baratinhos da loja dos 300. Eu morria de amores pelo meu casalinho de bonecos e andava sempre com eles. 
De vez em quando, as duas netas da nossa vizinha brincavam comigo e, um certo dia, fomos brincar com as barbies e lá fui eu com o meu casal de noivos. Nesse dia, voltei a para dentro de casa muito rápido e a minha mãe estranhou e perguntou-me:
- Então, já voltaste?
- Já...
- Então e as tuas amigas? 
- Foram-se embora.
- Mas passou-se alguma coisa? - a minha mãe já a estranhar.
- Sim, estávamos a brincar e a C. arrancou-me a cabeça do Ken e estragou-o e eu dei-lhe uma chapada! 
- Deste-lhe uma chapada? 
- Sim e ela foi-se embora e a A. foi a correr atrás dela.
- Mostra-me lá o boneco! - a minha mãe vê aquilo, encaixa a cabeça no sitio e - Pronto, já está bom de novo!
Não sei se vocês se recordam, as imitações das barbies das lojas dos 300 davam para tirar e voltar a colocar as cabeças, que não se partiam, ao contrario da Barbie original, mas eu, do alto dos meus 4 anos, não sabia disso e, em defesa do meu Ken decapitado, pimba... afinfei uma chapada na cara da miúda que, para que conste, nunca mais brincou comigo (risos).

Queria ter colocado fotos minhas da época, mas estou sem scanner, tentei tirar fotos às fotos com o telemóvel mas não ficaram boas, poranto, fica para uma próxima!

E vocês, também têm muitas peripécias destas para contar?

1 comentário:

  1. ahahah olha bem feita não arrancasse a cabeça ao KEN ahahha
    Eu também era boa de assoar ahaha
    Beijinhos

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